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LACTOBACILO do LEITE HUMANO é COMERCIALIZADO

Por: Prof. Marcus Renato de Carvalho, IBCLC

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LACTOBACILO do LEITE HUMANO é COMERCIALIZADO

 

Prof. Marcus Renato de Carvalho

           O L. reuteri é um probiótico isolado a partir do colostro de uma mãe peruana e agora é um “medicamento” que pode ser comprado nas farmácias e está indicado para tratamento e prevenção de várias patologias.

 MICROBIOTA do corpo humano

O trato gastrointestinal é habitado por trilhões de micro-organismos, residentes e que formam a microbiota intestinal (1,2,3).

Essa microbiota é essencial à saúde humana e exerce influência sobre diversas reações bioquímicas e inúmeros processos homeostáticos (4,5):

Defesa direta e indireta contra patógenos nocivos;

  • Modulação da resposta imunológica;
  • Desenvolvimento e reforço da barreira intestinal;
  • Síntese de vitaminas e outras substâncias.

A diversidade desta microbiota e seu equilíbrio impede o aumento de micro-organismos causadores de doenças (6).

No sistema digestório vive uma comunidade altamente complexa de mais de 1.800 gêneros de bactérias. Muitas destas interagem uma com as outras e muitas são classificadas como comensais, produzindo efeitos positivos no organismo (7). 

Para esse equilíbrio, condição chamada de simbiose, é necessário que esta colonização do intestino seja constante, a fim de promover o desenvolvimento saudável do organismo e evitar, desta forma, um quadro de disbiose (8).

Impacto sobre o sistema imune

O desequilíbrio das espécies comensais promove alteração na microbiota comprometendo o desenvolvimento e a maturação do sistema imunológico, sobretudo com diminuição na expressão de células T reguladoras, as quais mediam a supressão de tipos linfocitários pró-inflamatórios (9), e está associada a várias doenças gastrointestinais, processos inflamatórios e muitas patologias que provocam dor visceral (7).

Este incremento da susceptibilidade do hospedeiro para doenças inflamatórias pode justificar o aumento, na infância, de inflamações intestinais, bem como se relacionar a patogênese de inúmeras doenças, incluindo condições infecciosas, alergia, asma, doenças inflamatórias intestinais, câncer de cólon, doença hepática, desordens neurológicas, e até mesmo, diabetes mellitus tipo 2 e obesidade (2,5).

Microbiota da criança

Logo após o nascimento, o trato gastrointestinal que é estéril no feto normal, passa a ter suas superfícies e mucosas colonizadas rapidamente por micro-organismos e, antes mesmo de realizar sua primeira respiração, este recém-nascido já está sendo “contaminado”, principalmente por bactérias aeróbias (10).

Este processo de colonização varia de acordo com diversos fatores associados à mãe e ao ambiente, como:

·        Tipo de parto;

·        A amamentação ou

·        Exposição a antígenos

Promovendo um desenvolvimento gradual da microbiota intestinal que estará completamente estabelecida aproximadamente aos 3 anos de vida (12).

     Lactentes amamentados desenvolvem uma microbiota intestinal com menos bactérias patogênicas se comparadas àquelas em uso de fórmulas infantis (16).

Uma microbiota diversificada auxilia o lactente no desenvolvimento da anatomia e da função do trato digestivo (17). A microbiota contribui para:

  • Reforçar a barreira intestinal;
  • Melhorar a digestão;
  • Melhorar a motilidade gastrointestinal;
  • Amadurecer a função imune do intestino.

 

O leite materno é um PROBIÓTICO

Os probióticos têm se tornado foco de atenção da comunidade científica como forma de melhorar a saúde, prevenir e tratar doenças (18).

Probióticos são definidos como cepas vivas de bactérias não patogênicas que colonizam o intestino e que atuam modificando a microbiota intestinal e suas atividades metabólicas que, quando administrados em quantidades adequadas, apresentam efeitos benéficos ao organismo (16,19,20). A grande maioria desses probióticos é vital para a saúde humana (7).


O Lactobacilo oriundo do leite materno

O L. reuteri DSM 17938 é uma cepa específica pertencente ao filo dos Fimicutes, gênero Lactobacillus da espécie reuteri. 

O L. reuteri é um probiótico oriundo do leite materno (22,26), originalmente isolado a partir do colostro do leite de uma mãe peruana, e que está presente em seres humanos normais na mucosa gástrica, no duodeno e no íleo (19).

Este lactobacilo é uma bactéria gram-positiva, heterofermentativa que utiliza ácido lático e a glicose como substrato para produção de ácido acético e propiônico (27). O L. reuteri inibe uma gama diferentes patógenos pela produção de uma substância antimicrobiana, o 3-hidroxipropinaldeído, chamada reuterina (26).

A reuterina é produzida durante a fermentação do glicerol, sob condições anaeróbicas, e apresenta efeitos de largo espectro contra bactérias gram-positivas e gram-negativas, bem como fungos, leveduras e protozoários (18,28).

Durante o aleitamento materno, a composição da microbiota intestinal se desenvolve dentro de um curto período de tempo e torna-se dominada por bifidobactérias, sendo que as bifidobactérias e os lactobacilos representam mais de 90% da microbiota intestinal já nos primeiros dias de vida. Esse efeito bifidogênico decorre da presença de substâncias probióticas no leite da mãe. Isso é reforçado pelo fato de crianças alimentadas com fórmulas sem prebióticos desenvolverem uma microbiota de um tipo mais adulto (HARMSEN et al. 2000).

Leite humano é um PREBIÓTICO

Prebiótico pode ser definido como “produto que apresenta componentes, normalmente, não digeríveis, capazes de promoverem o desenvolvimento de bactérias específicas, em detrimento ao crescimento dos microrganismos patogênicos”. O fator bifidus é o melhor exemplo no leite materno por promover o crescimento de Lactobacillus bifidus, uma bactéria inofensiva, no intestino do lactente.

Leite humano é um SIMBIÓTICO

Porque são produtos que contêm uma mistura de prebióticos e probióticos.

A ingestão de simbióticos estimula a produção de macrófagos e aumenta os níveis de imunoglobulinas (anticorpos IgG e IgA).

 

Referência

L. reuteri DSM 17938 BioGaia, Aché – Manual técnico-científico exclusivo à classe  médica. Cód. 7013012, junho/2014.

 

 


Última atualização: 26/9/2014

 

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