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POR UMA AMAMENTAÇÃO DESCONTRAÍDA! ("Laid-back")

Por: Prof. Marcus Renato de Carvalho, IBCLC

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POR UMA AMAMENTAÇÃO DESCONTRAÍDA

LAID-BACK BREASTFEEDING

Elsa R.J. Giugliani

 

     Laid-back breastfeeding é um “novo” jeito de amamentar, mais natural e descontraído. A expressão inglesa laid-back significa, na língua portuguesa, devagar, relaxado, calmo, sem pressa. Em uma tradução literal, laid-back breastfeeding seria amamentação descontraída, tranquila.

Essa técnica, ou seja, esse jeito de amamentar foi  introduzido por uma enfermeira da cidade de Cunterbury, Inglaterra, chamada Suzanne Colson, na década passada. Trata-se de uma nova abordagem neurocomportamental para o início da amamentação. Ela foi proposta com o objetivo de reduzir dificuldades do bebê em pegar a mama, sobretudo no início do aleitamento materno e, consequentemente, reduzir o desmame precoce não desejado e tornar o ato de amamentar mais prazeroso para mãe e bebê.

Esse jeito de amamentar, na realidade, é um conjunto de posições que facilita a liberação de comportamentos instintivos na mãe e na criança, favorecendo a amamentação.

Na maneira tradicional de amamentar a mãe fica ereta, frequentemente com um travesseiro no colo, e o bebê é posicionado de maneira que fique atravessado no corpo da mãe, com o seu corpo e pés pouco apoiados no corpo da mãe; muitas vezes  suas pernas e pés ficam soltos no ar. Nessa posição, a  mãe coloca pressão nas costas do bebê para apoiá-lo e mantê-lo junto ao peito. Para alguns bebês, essa pressão é desconfortável. No laid-back  brestfeeding a mãe assume uma posição levemente reclinada, relaxada, com ombros, cabeça e pescoço bem apoiados; o bebê fica em cima da mãe, em posição longitudinal ou oblíqua, não havendo necessidade de apoiá-lo, mantendo-se fixado à mãe pela força da gravidade  e livre da pressão das costas. As mãos da mãe podem ficar livres. Nessa posição, os bebês frequentemente pegam a mama sem ajuda. É importante não confundir laid-back position com contato pele-a-pele. Nessa posição, o bebê e a mãe podem estar vestidos. É claro que o contato pele-apele, quando possível e desejado, potencia as vantagens do laid-back breastfeeding.

Os recém-nascidos nascem com mais de 50 reflexos neonatais primitivos, garantindo-lhes alguns comportamentos inatos e instintivos, ou seja, eles não precisam ser ensinados. Alguns desses reflexos favorecem a amamentação, entre eles: rastejamento, acomodação, preensão palmar e plantar, flexão das mão, dos pés e dos dedos, mãos na boca, abertura (bocejo) da boca, lambida, sucção e deglutição. Já existem estudos mostrando que na laid-back position o bebê usa mais esses reflexos inatos. Por exemplo, essa posição promove a locomoção do bebê, ao mantê-lo inclinado, com o corpo voltado para a mãe e firmemente aderido ao corpo dela e suas curvas, sem a pressão comumente exercida nas costas. Ele rasteja, acomoda-se e frequentemente pega sozinho a mama utilizando os seus reflexos inatos, inclusive os reflexos antigravidade que auxiliam a pega. Ou seja, o bebê nasce “equipado” para ter um  comportamento mais ativo na amamentação, se lhe derem chance.

Outra vantagem descrita desse “novo” jeito de  amamentar é maior interação entre mãe e bebê, sobretudo se houver contato pele-a-pele, e maior foco da mãe no bebê. Na posição tradicional, principalmente no início da amamentação, o foco da mãe muitas vezes é desviado para a técnica da amamentação, ou seja, se ela está fazendo tudo “direitinho”. Algumas mães relatam que essa posição as ajudam a conhecer melhor e mais rápido os seus bebês e lhe dão mais autoconfiança.

Parece que o início do aleitamento materno é mais instintivo do que acreditamos ser, tanto para as mães como para os bebês. Parece ser muito mais que simplesmente uma posição para amamentar. Em última análise, amamentar utilizando a laid-back position parece dar mais autonomia ao bebê, dando-lhe chance para utilizar o seu potencial inato.

Informações e vídeos sobre esse jeito de amamentar estão disponíveis em vários sites. O site biological nurturing (veja na seção "Sites e Blogs" aqui do www.aleitamento.com) aborda exclusivamente esse tema.

* Publicado originalmente no Boletim SBP Amamentação em julho de 2014

 

 

 

 

 

 


Última atualização: 19/8/2014

 

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