Aleitamento.com
AmamentaçãoMãe CangurúCriançasCuidado PaternoHumanização do PartoBancos de Leite Humano Espiritualidade & Saúde DireitosProteçãoPromoçãoILCA / IBCLCConteúdo ExclusivoTV AleitamentoGaleria AMNotíciasEventosSites e BlogsLivrariaCampanhas
 
Faça seu login e utilize ferramentas exclusivas. Se esqueceu a senha, acesse o "cadastre-se" e preencha com seu e-mail.

A NUTRIZ COM HEPATITE AMAMENTA ?

Por: Dr. Marcus Renato

Com certeza já estivemos diante de uma nutriz com Hepatite e fomos questionados sobre a continuidade do Aleitamento Materno.

Os diversos tipos de Hepatites são doenças infecciosas bastante comuns em todo o mundo, principalmente em países emergentes.

O Aleitamento ao seio proporciona ao binômio mãe-filho e à sociedade importantes vantagens, entre as quais: - nutrição perfeita; - proteção contra enfermidades infecciosas e crônico-degenerativas; - crescimento maxilofacial e prevenção contra cáries; - favorecimento de desenvolvimento intelectual, psicossocial e acuidade visual do lactente; - possibilita um vínculo mais profundo com a família; - beneficia a saúde materna; - aumenta o intervalo entre as gestações quanto maior for a amamentação exclusiva; - representa uma economia de recursos substancial para a família, para a sociedade e para o meio ambiente. Por tudo isto, o Aleitamento Natural deve ser promovido, protegido e apoiado principalmente por profissionais de saúde. Revisando literatura científica atualizada, podemos afirmar que as Hepatites não contra-indicam o Leite Materno, mas alguns cuidados devem ser tomados.
HEPATITE A

O modo mais comum de infecção é através da ingestão de água ou alimentos contaminados com material fecal infectado - transmissão fecal-oral. Portanto, a higiene deve ser enfatizada.

Conduta
A Amamentação deve ser aconselhada em qualquer fase da doença. A nutriz deve lavar cuidadosamente as mãos com água e sabão antes de tocar no lactente. Recomenda-se a vacinação do lactente ao completar 1 ano de vida.
HEPATITE B

A transmissão perinatal pode ocorrer quando a gestante for HbsAg positivo e HbeAg positivo (doença ativa) através de sangue ou secreções. Existe maior probabilidade de infecção durante a gravidez do que no momento do parto. Apesar do vírus da Hepatite B ter sido isolado no Leite Humano, a transmissão via Aleitamento Materno não está comprovada.

Conduta
Após o parto, lavar bem o recém nascido - RN, retirando todo vestígio de sangue ou secreção materna.

No caso em que se tenha detectado os antígenos do virus da Hepatite B durante a gestação, deve-se aplicar no RN, nas primeiras 12 horas, 0,5 ml de IgBH (gamaglobulina específica contra Hepatite B) ou 1,5 ml de imunoglobulina "standard" por via intramuscular e, em outro local e com outra seringa e agulha, aplicar a 1a. dose de vacina contra Hepatite B na dose de 0,5 ml por via intra muscular. Repetir a vacina após o 1o. mês e no 6o. mês de vida. O local ideal para aplicação das injeções é a face antero-lateral da coxa

RNs com peso inferior a 2 kg. Devem ter sua vacina adiada até atingirem este peso. Se esse período prolongar-se por mais de 3 meses, uma segunda dose de imunoglobulina deve ser aplicada nas mesmas dosagens já referidas.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a vacinação universal contra a Hepatite B.
HEPATITE C

Usualmente apresenta-se como infecção assintomática com um começo insidioso de icterícia e mal estar. Em torno de 50 % dos pacientes desenvolvem doença hepática crônica. Ainda que os grupos de risco são usuários de drogas, transfundidos com sangue ou seus componentes, e pessoas com contato íntimo ou sexual com os infectados, pode ocorrer transmissão sem aparentes fatores de risco. O teste sorológico para anti-HCV é usualmente positivo, mas, ele pode se positivar até 6 meses após a infecção aguda. Todavia não há tratamento efetivo. O Comitê de Doenças Infecciosas da Academia Americana de Pediatria recomenda a não Amamentação por causa do risco de infecção e hepatite crônica, embora isto seja controverso. Em um estudo com 10 gestantes HCV e seus Rns, 5 (50 %) tinham HCV RNA positivos na saliva. Nenhuma das amostras de Leite Materno até os 5 dias e depois a cada mês foram positivos. Os lactentes possuem anti-corpos ao nascimento, mas gradualmente desaparecem. Os autores acreditam que o Leite Humano não é uma fonte de contaminação.


Prof. Marcus Renato de Carvalho
Professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRJ.
Pós Graduado em Manejo Clínico da Lactação em Wellstart International, California.
Diretor da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação.
Site: http://www.aleitamento.med.br
 
 


Última atualização: 1/12/2010

 

Curtir

Comentários


Essa é uma área colaborativa, por isso, não nos responsabilizamos pelo conteúdo. Leia nossa Política de Moderação.
Caso ocorra alguma irregularidade, mande-nos uma mensagem.

 

Depoimentos

Gostou do site? Ele te auxiliou em algum momento? Deixe seu depoimento, assine nosso livro de visitas! Clique aqui.

Quem Somos | Serviços | Como Apoiar | Parceiros | Cadastre-se | Política de Privacidade/Cookie/Moderação | Fale Conosco
O nosso portal possui anúncios de terceiros. Não controlamos o conteúdo de tais anúncios e o nosso conteúdo editorial é livre de qualquer influência comercial.
Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência. Ao navegar no mesmo, está a consentir a sua utilização. Caso pretenda saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade/Cookie.
24 Ano no ar ! On-line desde de 31 de julho de 1996 - Desenvolvido por FW2 Agência Digital